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Arbitrariedade Contemporânea

 

Arbitrariedade Contemporânea

Publicado em 09/11/2020, por Ana Luisa Miranda e Petra Luz Ribeiro - Editorial - CRA News.

       Opressão é quando alguém se sente sufocado e com falta de ar. Analogamente, a opressão, em sentido figurado, ocorre nas sociedades quando as pessoas são marginalizadas e ´´esmagadas´´ de diferentes maneiras, sob diversas circunstâncias, podendo ser em relação a aspectos sociais, políticos, econômicos, culturais e civis. Desse modo, o tema em questão será abordado nesta edição do jornal como um prosseguimento ao preconceito racial e aquele relacionado à diversidade sexual, desenvolvido na edição anterior.

       Durante a Ditadura Militar no Brasil, de 1964 a 1985, por exemplo, as liberdades individuais foram aniquiladas. Sob essa perspectiva, é essencial ponderar sobre as perseguições e os encarceramentos em massa daqueles que se manifestavam contra o governo vigente da época, como forma de oprimir essas pessoas em prol dos interesses dos que estavam com o poder nas mãos. Para ilustrar, a seção ´´Cotidiano´´ trará uma reportagem com o professor Júlio Cézar da Paz, o qual estudou durante o período evidenciado.

     Além disso, cabe ressaltar sobre a intrínseca e sutil, porém dolorosa, opressão existente nas pequenas ações e nos costumes das pessoas. Nesse contexto, sabe-se que a "Sociedade do espetáculo" é responsável por criar um sistema em que cada acontecimento da vida de alguém se torna um palco para que uma plateia assista a uma versão aparente e não real de cada um, criando um contexto em que ou as pessoas aderem a esse molde ou estas serão ´´canceladas´´. Isso evidencia fortemente a repressão midiática a qual será abordada, entre outras vertentes opressórias, nos artigos de opinião da seção ´´Fala aí, galera!´´.

       A discriminação com relação ao gênero feminino, no entanto, é enraizada no mundo desde a Antiguidade Clássica, como mostra a história da cidadania em que as mulheres não tinham direitos políticos em Atenas, por não serem consideradas cidadãs, como os homens. Nesse ínterim, a indicação da série "Sex Education", na seção ´´Leia mais, veja mais!´´, tratará sobre a ideologia segregacionista e preconceituosa supracitada, a qual persiste até os dias atuais, além de obras literárias também embasadas na opressão social.

       Dando procedência ao projeto de apresentação das profissões, em vista da desmistificação de cada uma das que aqui foram apresentadas, esta edição contará com a professora Marta Rovai para falar sobre o seu trabalho de historiadora. Assim, ficará explícito como essa carreira em si já sofre de certa repressão por não ser valorizada como deveria, além do aprofundamento em regimes opressores, mostrados pela profissional entrevistada na seção ´´Papo Cabeça´´.

       Ademais, cabe ser mencionado, como indubitável forma opressória, o bullying existente entre jovens que encontra terreno fértil nas escolas. Nesse contexto, segundo o filósofo iluminista Immanuel Kant, ´´o homem liberta-se pouco a pouco da brutalidade, quando de nenhum modo se procura intencionalmente nela ficar´´. Dessa forma, o professor e coordenador do Colégio CRA, Leandro Fávaro, apresentará, na seção ´´Dicas´´, maneiras de como os estudantes podem tentar erradicar tais ações discriminatórias de seus cotidianos em pequenas falas ou ações.

        Por último, a seção ´´Cantinho das Artes´´ reunirá poemas e desenhos realizados por professores e por alunos como um modo de inspiração e de apreciação de manifestações artísticas. Isso porque fica evidente como estas, como herança do Modernismo ocorrido no século XX, no Brasil, retratam um modo muito singular com que cada pessoa se expressa e, consequentemente, a forma como cada um é. Logo, isso suscita empatia e respeito necessários e essenciais às diferentes culturas, ideologias e modos de vida existentes.

    Portanto, o Jornal CRA News tem por objetivo principal, nesta edição, demonstrar a imprescindibilidade da discussão desse tema que são as ações opressórias que podem ocorrer tanto em macro quanto em micro contextos da contemporaneidade. Com isso, de acordo com a psicóloga e escritora Soraya Rodrigues de Aragão, a discussão sobre algum tema é o primeiro passo para ocorrer mudanças de autoconhecimento e de conscientização, sendo este o embasamento importante levado aos interlocutores com as leituras a seguir.

Magnitude da Igualdade

Terceira Edição

Publicado em 14/07/2020, por Ana Luisa Miranda Oliveira e Petra Luz Ribeiro – Editorial – CRA News

       Representatividade, preconceito e necessidade de empatia. É sobre isso que o Jornal CRA News abordará ao colocar os temas “Racismo” e “Homofobia” em evidência nesta terceira edição. Assim, de acordo com os recentes movimentos mundiais em relação às lutas contra o racismo, bem como considerando junho como o mês referente ao combate contra a homofobia, pesquisas, opiniões e obras de arte sobre tal conjuntura serão aqui abordadas.

       Primeiramente, faz-se necessário apresentar a versão daqueles que, de fato, já enfrentaram situações de discriminação baseadas apenas na cor da sua pele ou em sua orientação sexual. Desse modo, torna-se perceptível como essas práticas perpetuam-se há décadas, como prova a série “Anne With An E”, a qual se passa no século XIX. Nela, tanto as personagens negras quanto aquelas que fazem parte da comunidade LGBTQIA+ sofrem dificuldades de se inserirem na sociedade conservadora e preconceituosa da época. Analogamente, a seção “Cotidiano” trará uma reportagem apresentando como a contemporaneidade do assunto impacta a vida daqueles que por isso sofrem.

       Além disso, os artigos desta edição têm como objetivo agregar notoriedade à importância de se perceber, de se falar e de se entender sobre o assunto supracitado. Nesse ínterim, sabe-se que Martin Luther King foi um grande líder na luta contra a segregação racial do século XX nos Estados Unidos, assim como Nelson Mandela foi para a mesma prática na África do Sul, ao discursarem sobre a imprescindibilidade dos direitos civis a todos. Desse modo, a seção “Fala aí, galera!” apresentará o ponto de vista de três autores a fim de discutirem sobre a danosa situação atual, instigando o senso crítico do leitor.

       Para enriquecer o repertório cultural dos interlocutores, sabe-se da importância dos livros e dos filmes como representação de certos aspectos sociais. Dessa forma, a seção “Leia mais; Veja mais!” contará com resenhas e indicações de obras literárias e cinematográficas acerca de temas relacionados à desigualdade de privilégios, à questão racial perante o âmbito jurídico, além da sutileza das obras que tratam de aspectos intrapessoais e emocionais. 

       Ademais, a seção “Papo Cabeça” prosseguirá no projeto de apresentação e de desmistificação de visões superficiais acerca das profissões, com destaque, nesta edição, para a Odontologia.  Assim, a entrevista com o Cirurgião Dentista, Felipe Costa, tem como propósito esclarecer a importância desse curso, bem como evidenciar as dificuldades por ele enfrentadas para inserir-se no mercado de trabalho, em vista do ainda existente “privilégio branco”. Cabe ressaltar o quanto temáticas como estas enriquecem a todos que possam ter acesso e contato com tal perspectiva.

       Ao longo dos anos, muitos autores também enfrentaram problemas para adentrar ao mundo cultural, ou por serem diferentes da idealização social, ou por trazerem temas que problematizam tal situação. Sob a perspectiva do romancista Graciliano Ramos, “a primeira coisa que nos diz uma obra de arte é que o mundo da liberdade é possível, e isso nos dá força para lutar contra a opressão”. Dessa forma, a seção “Dicas” trará indicações do professor de Literatura Jozyclécio Mégda sobre obras que tratam a questão do racismo, bem como sobre aquelas que abordam a luta contra a homofobia.

       Do mesmo modo, alunos do Colégio CRA e de outras cidades uniram-se a este projeto ao compartilharem seus poemas, suas crônicas e suas histórias em quadrinhos  na seção “Cantinho das Artes”.  Nesse contexto, levando em consideração a visão dos sociólogos Adorno e Horkheimer em relação à Indústria Cultural e seu fim último embasado no lucro, é essencial o incentivo a tais produções artísticas. Isso porque, baseado na sociedade mecanicista dos tempos hodiernos, a notoriedade de tais práticas torna-se necessária como meio de inspiração aos demais leitores.

       Portanto, é notável a dimensão que os assuntos que aqui serão abordados possuem na sociedade, sendo reflexos das situações contemporâneas, bem como uma herança de ideologias construídas ao longo dos anos. Consoante ao filósofo Francis Bacon, “o conhecimento é em si mesmo um poder”, sendo a instigação deste e do raciocínio crítico acerca do motivo dos movimentos e das lutas contra as situações precárias dos grupos marginalizados supracitados o principal objetivo desta nova edição.

Segunda Edição

Transcendência do saber

Publicado em 15/05/2020, por Ana Luisa Miranda Oliveira e Petra Luz Ribeiro - Editorial - CRA News.

Primeira Edição

       Após algumas semanas do lançamento, querido(a) leitor(a), o Jornal CRA News exibe, com grande entusiasmo, a continuidade de seu trabalho. Nesta edição, tem-se como foco principal temas relacionados à educação, afinal, é necessário ponderar sobre os assuntos que serão mencionados, tendo em vista a importância deles no contexto atual.

      Posteriormente à Revolução Técnico-Científico-Informacional, houve possibilidade de se utilizar a tecnologia no âmbito do ensino, reduzindo barreiras preestabelecidas. Dessa forma, na seção “Cotidiano”, uma reportagem trata sobre as vantagens e as desvantagens da Educação a Distância (EAD) no contexto do Colégio CRA. Nesse sentido, vale ressaltar que, segundo Steve Jobs, “a tecnologia muda o mundo”, tornando-se necessário ter consciência sobre sua magnitude e seus impactos na sociedade.

      Os artigos produzidos para esta edição visam agregar conhecimentos em benefício do indivíduo. Desse modo, um dos temas abordados é a realização do Enem on-line que, inédita em toda história da prova, provoca grandes expectativas e especulações referentes ao possível desempenho da nova maneira de efetuar o exame. Outrossim, a professora de Matemática Cristiane Cintra utiliza sua experiência na área para tratar a temática da educação em tempos de isolamento social. Ainda, são apresentados outros aspectos relacionados ao tema, como as falhas do sistema educacional hodierno que, em virtude de sua padronização, ocasiona o desmerecimento de determinadas particularidades dos alunos. Dessa forma, objetiva-se trazer saberes ao leitor e aprimorar seu senso crítico.

      Os avanços da tecnologia, no entanto, geram dúvidas quanto ao desenvolvimento das práticas de leitura. Sob esse viés, a seção “Leia mais; Veja mais!” tem como desígnio estimular o aprimoramento da interpretação, da excelência do vocabulário e da dinamização do raciocínio, por meio da indicação de obras literárias. Ademais, há a recomendação de produções cinematográficas, que se portam como instrumentos igualmente expressivos para educação e para a reflexão do homem.

      Além disso, para Cora Carolina, o ser feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. Nesse sentido, em entrevista com o professor de Geografia Saulo Rocha Leite, serão tratados os aspectos positivos dessa profissão que é indispensável para formação do ser humano, além das dificuldades as quais os professores enfrentam na batalha de construir um país mais justo e esclarecido. Assim, a seção “Papo Cabeça” mantém o objetivo de despertar o interesse do jovem na busca de sua vocação ao trazer referências sobre diferentes áreas do conhecimento.

      Ademais, a submersão da sociedade em conteúdos erroneamente transmitidos é notada com facilidade. Isso se torna uma problemática, pois tal desinformação decorre em meio a uma crise socioeconômica e de saúde pública, na qual é necessária uma filtragem para garantir a veracidade do exposto, que deve estar sob efeito de experimentação científica, contrapondo, assim, o senso comum alastrado. Desse modo, a seção "Dicas" ilustra a necessidade de se combater tais "notícias", com o auxílio do professor de Atualidades e de História geral Gustavo Paiva Carvalho.

      Finalmente, no campo das artes, o pintor Van Gogh, apesar de ter vendido apenas um único quadro em vida, já reconhecia durante o século XIX o mérito de suas obras, em palavras proféticas: "Não posso evitar os fatos de que meus quadros não sejam vendáveis. Mas virá o tempo em que as pessoas verão que eles valem mais que o preço das tintas". Nesse sentido, é imprescindível apreciar e valorizar, imediatamente, as produções culturais apresentadas na seção “Cantinho das Artes”, visto que o ato de dar expressão ao mundo merece elevado respeito. Logo, não há razão em adiar “aplausos” aos alunos, que desenvolveram admiráveis desenhos, contos e músicas, como também ao professor de Redação Leandro Paiva com seus belos poemas.

      Destarte, os elementos supracitados remetem à Educação como uma importante temática e colocam a leitura do Jornal em pauta como atividade de relevância. Isso acontece porque, segundo o filósofo iluminista Voltaire, “a leitura engrandece a alma” e, então, faz-se evidente sua relação com o conhecimento, uma vez que esta exerce importante papel na prosperidade intelectual das pessoas. 

Conhecimento onipresente

Publicado em 26/03/2020, por Ana Luisa Miranda Oliveira e Petra Luz Ribeiro - Editorial - CRA News.

 

      Caro(a) leitor(a), é com muita satisfação que o jornal CRA News apresenta a você sua primeira edição, desenvolvida pelos alunos do Ensino Médio, da escola em questão. A partir deste, tem-se como objetivo o incentivo à escrita, à leitura e às produções culturais, bem como o aprimoramento do senso crítico do leitor.

       Nesse sentido, o jornal visa agregar informações a todos. Desse modo, levando em conta o atual projeto do colégio CRA, com a criação do grêmio estudantil, uma reportagem com as propostas das chapas, a relevância dessa iniciativa e uma pesquisa de intenção de votos é objeto da seção “Cotidiano”. Isso porque se acredita que a iniciativa do grêmio evidencia a representatividade e a democratização dentro do âmbito escolar.

       Além disso, é essencial levar em consideração os temas abordados pelos artigos presentes nesta edição, a proliferação de epidemias e as fake news. Nesse contexto, objetiva-se fomentar a “curiosidade” e a “dúvida” nos leitores, para que possam construir suas próprias opiniões sobre os temas aqui pontuados e outros diversos.

       O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, afirma que a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Sob esse viés, a importância da leitura é evidenciada na seção “Leia mais; seja mais!”, por meio de resenhas com indicações de obras literárias e de filmes. Isso decorre em virtude de a arte proporcionar o estímulo à criatividade e à memória, assim como o aprimoramento da capacidade de interpretação de fatos.

       Destacam-se também no jornal seções as quais tratam de questões que apresentam como fim a identificação do leitor com o produtor do texto. Para ilustrar, entrevistaram-se profissionais da Psicologia, fazendo um apanhado das dificuldades, dos sucessos, das certezas e das incertezas dessa profissão para guiar a escolha de quem ainda não sabe qual carreira seguir. Nessa perspectiva, acredita-se que uma visão “mais ampla” possa ser construída, assim como estereótipos sobre tal decisão possam ser quebrados.

      Para também facilitar o aprendizado dos estudantes, dicas sobre esse assunto estão aqui presentes. A exemplo disso, não somente instruções sobre conteúdos específicos, como também sobre métodos de estudo são apresentadas. Logo, visa-se à otimização do tempo nos momentos direcionados a tal propósito.

     Concomitantemente, é imprescindível ponderar que o aprendizado não necessariamente deve vir apenas de livros. Prova disso, foi o renascimento cultural, o qual, no século XV, a partir das produções culturais, levou conhecimento à sociedade. Dessa maneira, essas criações são, neste noticiário, desenvolvidas pelos alunos na forma de contos, de poemas e, até mesmo, de desenhos.

     É notável como este projeto torna-se relevante não somente aos alunos que o estão desenvolvendo, como também aos interlocutores, os quais poderão vir a fazer parte deste eventualmente. Assim, os conteúdos que se procedem especificam os aspectos citados anteriormente, de forma que, de acordo com escritor português José Saramago, o leitor possa “ir a outro lugar” por meio da leitura.